Juízes 7:1-7Nesse período da narrativa de Juízes, Israel não possuía a figura de um monarca. Israel era governado por juízes, que regulavam a política e a religião no período de sua gestão. A Bíblia afirma que quando o Senhor levantava um determinado juiz, o Senhor era com ele e os livrava das mãos dos inimigos, entretanto, falecendo o juiz, Israel tornava a se corromper e se desviar do Senhor (Juízes 2:18-19). Com o fim da gestão da juíza Débora, Israel se corrompeu novamente seguindo outros deuses. Como consequência, passou a sofrer saques dos midianitas, que roubavam todo o trabalho dos camponeses.
Os filhos de Israel, não suportando mais essa opressão, clamam ao Senhor por livramento. Como resposta, o Senhor envia um profeta que aponta ao povo as causas de tamanho sofrimento (Juízes 7:8-10) e na sequência envia um anjo que levanta um novo juiz sobre Israel, cujo nome era Gideão. Este teria a missão de libertar Israel do julgo dos midianitas e restabelecer a ordem política e religiosa.
Gideão, após passar por um processo de purificação (Juízes 6:25-32) e de confirmação do seu chamado (Juízes 6:36-40) reuniu um grande exército dos filhos de Israel, com trinta e dois mil homens, prontos para a guerra e para enfrentar o grande exército de Midiã.
Entretanto, ao preparar-se para a guerra, o Senhor lhe faz uma advertência:
“O povo que está contigo é numeroso demais para que eu entregue Midiã nas suas mãos; Israel poderia gloriar-se disso às minhas custas, e dizer: ‘Foi a minha própria mão que me livrou!’” Juízes 7:2
O Senhor conhecia o coração do povo e sabia que, com esse número, cairiam no pecado da presunção, achando que a vitória seria consequência do número de homens do exército e de seu poderio militar.
Para formar o exército de Gideão, Deus utiliza dois critérios:
1º Critério – “Agora, pois, proclama aos ouvidos de todo o povo: ‘Quem estiver tremendo de medo volte e escape pelo monte Galaad.’ Vinte e dois mil homens votaram e restaram ainda dez mil.” Juízes 7:3
Fé e Medo não possuem nada em comum. Aqueles que estão na linha de frente da batalha não podem ter medo, pois o medo paralisa suas ações, contamina os demais soldados e contribuem para uma possível derrota. A obra de Deus não é para medrosos.
2º Critério – “O número daqueles que lamberam a água levando as mãos à boca foi de trezentos. Todos os outros se ajoelharam para beber.” Juízes 7:6
Urgência em prosseguir adiante. A obra de Deus é para quem tem objetivos claros e urgência em alcançá-los. Aquele que pensa em fazer a obra de Deus debaixo de sombra e água fresca está redondamente enganado e não está pronto para seguir em frente.
Após a “peneira” realizada pelo próprio Deus, Gideão teve seu exército reduzido para penas 300 homens. Isso significa que agora, Gideão iria para a frente da batalha com menos de 1% do seu efetivo inicial.
A primeira lição que aprendemos com esse texto é a seguinte: Um exército vitorioso não significa necessariamente um exército numeroso.
Semelhantemente ao desafio de Gideão nós, Igreja de Cristo, somos convocados a guerrear contra os “midianitas” que estão constantemente “saqueando” vidas do Reino de Deus.
Entretanto, durante as batalhas, somos tentados a olhar para o tamanho do exército que Deus confiou em nossas mãos quando olhamos para nossas fileiras e julgamos pequenos demais nosso efetivo.
Julgamos que o ministério talvez não tenha o número de membros suficientes para alcançarmos algum objetivo mais concreto, ou ainda julgamos que um ministério é próspero ou não pelo tamanho e número de membros que lá estão.
Com certeza trabalhamos para que o número de efetivos nas fileiras de batalha aumentem sempre, entretanto esse não é o critério que determina se um ministério é abençoado ou não, ou ainda se um exército é vitorioso ou não.
A segunda lição que aprendemos com esse texto é a seguinte: Os critérios de Deus não são critérios humanos.
O Apóstolo Paulo nos ensina sobre os critérios que Deus utiliza para realizar sua obra:
“Mas o que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; e, o que no mundo é vil e desprezado, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é, a fim de que nenhuma criatura possa vangloriar-se diante de Deus.” I Coríntios 1:27-29
Um exemplo de uma Igreja que olhou para si mesma e para seus critérios humanos foi de Laodicéia. Jesus repreendeu severamente essa igreja pela sua presunção em achar-se rica, capaz e poderosa:
“Pois dizes: sou rico, enriqueci-me e de nada mais preciso. Não sabes, porém, que és tu o infeliz: miserável, pobre, cego e nu! Aconselho-te a comprares de mim ouro purificado no fogo para que enriqueças, vestes brancas para que te cubras e não apareça a vergonha da tua nudez, e colírio para que unjas os olhos e possas enchergar.” Apocalipse 3:17-18
A nudez espiritual de Laodicéia está em contraste com sua prosperidade e suficiência. O contrário do comportamento de outra igreja, a de Esmirna, que deixou com que o poder de Deus fosse sua principal estratégia. (Apocalipse 2:9)
No final do capítulo sete do livro de Juízes, verificamos que no momento da batalha, apenas com os trezentos homens, Deus deu vitória a Israel, segundo as estratégias do céu e não dos homens.
“Enquanto os trezentos soavam as trombetas, Iahweh fez que em todo o acampamento cada um voltasse a espada contra o seu companheiro. Todos fugiram até Bet-Set, perto de Serera, até a margem de Abel-Meúla, defronte de Tebat." Juízes 7:22
Concluímos com essa passagem das Sagradas Escrituras que, na obra de Deus, a vitória não é determinada pelo número de soldados no exército, tampouco por sua estrutura, mas sim pelo poder de Deus e pelo compromisso que esse ministério tem com sua Palavra.
Nesses próximos dias a Igreja de Sião estará completando 23 anos de idade jurídica. Aproveite a ocasião para refletir sobre esse texto e queira fazer parte do exército vitorioso, que não é estabelecido conforme os critérios humanos.
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Palavra ministrada pelo Diácono Thiago Penido, no culto de oração ocorrido na Igreja Batista de Sião, em 10/09/2010.
Thiago Penido, que palavra maravilhosa. Graças damos ao Senhor que os critérios de Deus não são critérios humanos. Os humanos são falhos e limitados, mas o Senhor é perfeito, fiel, justo e verdadeiro. Quando confiamos verdadeiramente nEle nos sentimos em Paz.
ResponderExcluirQue o Senhor continue te fortalecendo neste Ministério maravilhoso de levar a mensagem de Deus a todos os povos.