domingo, 29 de março de 2020

Combatentes: às armas!!!!


As imagens foram gravadas em Roma e são da primeira quinzena de março, quando a Itália ainda não tinha atingido os assustadores números registrados nestes últimos dias.

Italianos, isolados em suas casas, cantam em suas janelas "Bella Ciao"... Esta cena causa, no mínimo, certa comoção especialmente para quem acompanha a situação naquele país e conhece a música que cantam.

Bella Ciao foi, provavelmente, composta no final do século XIX e possivelmente era cantada por trabalhadoras rurais. Mas, foi por ocasião da Segunda Guerra Mundial, com uma nova letra sobre a mesma melodia, que a música se popularizou e se tornou um símbolo da Resistência Italiana contra o Fascismo.

Trecho da letra diz:

Stamattina mi sono alzato,
(Acordei de manhã)

o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
(Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!)

Stamattina mi sono alzato,
(Acordei de manhã)

ed ho trovato l'invasor.
(E deparei-me com o invasor)

Diferente do período da Segunda Guerra Mundial, hoje o invasor não porta armas, não veste uniformes, não empunha bandeiras ou flâmulas e não está ligado a qualquer polo político/ ideológico (aliás, não é intenção deste texto politizar o assunto)... Hoje tal invasor também não coloca a Itália em um “Eixo” contra o mundo, mas coloca todas as nações em um mesmo lado, combatendo um mesmo inimigo!

Diante desta ameaça resta-nos tomar uma posição: às armas!!!!

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos.”  Efésios 6:13-18


Oremos:

Eterno, Glorioso e Poderoso Deus do Universo, em nome de Jesus seu Filho Amado, eu coloco a Itália em tuas mãos! Senhor paralisa a ação deste vírus neste país, cura os que já foram infectados e consola os familiares daqueles que perderam suas vidas!

Pai querido e Deus Amado, além da Itália oro também por todos os países que hoje padecem com esta ameaça! Espanha e França são os países europeus que, após a Itália, mais sofrem com esta doença. Senhor olha por estas nações e olha por toda a Europa. Além da Europa, coloco em tuas mãos todos os continentes, incluindo a Ásia, onde consta o surgimento de tal inimigo!

Em especial coloco em tuas mãos o nosso país, o Brasil. Senhor olha pelo nosso país, olha pelo nosso povo. Querido e amado Deus, não permitas que este vírus se propague em território brasileiro, cura os que já foram infectados e não deixe que tenhamos os mesmos números que a Europa registra atualmente. Olha por nossa economia, pelos profissionais autônomos e liberais, pelos micro e pequenos empresários e por aqueles que, neste momento, não possuem fonte de renda alguma: que o Senhor os sustente e os guarde! Olhe também pelos profissionais que estão trabalhando, e portanto expostos diariamente a esta ameaça: que estes sejam guardados pela tua misericórdia!

Senhor, a tua Palavra diz que "o Senhor dará ordem aos teus anjos a nosso respeito, para nos guardar em todos os nossos caminhos" (Salmo 91:11) e suplico ao Senhor que dê ordem aos teus anjos, para combater principados e potestades que atuam nas regiões celestiais e que promovem a proliferação deste vírus e de todo pecado e malignidade. Pois a nossa guerra “não é contra a carne ou sangue, mas contra principados, contra potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).

Pai, também declaro a tua Palavra, ainda no Salmo 91, que diz "Nenhum mal nos sucederá, nem praga alguma chegará à nossa tenda". Sim meu Deus, eu creio na tua Palavra e declaro esta Palavra sobre nossas vidas, nossas famílias, sobre a Igreja que congregamos e sobre toda tua Igreja espalhada no Brasil e no mundo.

Senhor atende o nosso clamor, pois os nossos olhos estão voltados para ti, de onde certamente nos virá o Socorro (Salmo 121:2).

Assim eu oro e te dou graças, em nome de Jesus.

Amém!


Diác. Thiago


quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

EBD: ela está voltando.....

Nossa EBD está voltando: no próximo domingo (02/02) retomamos nossa escola.

O salmista disse:

"Tua Palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho." Salmos 119:105

A Palavra de Deus é a lâmpada que nos ilumina e nos dá direção mas, para que essa lâmpada esteja sempre acesa em nós, é necessário estudá-la e meditar nela constantemente. Esse estudo deve ser diário e, aliado às nossas orações, forma parte essencial de nossa comunhão com o Eterno.

A EBD, porém, tem a finalidade de aprofundar esse estudo fazendo com que o discípulo mergulhe nas revelações do Altíssimo e esteja pronto para manejar bem a Palavra da Verdade (2 Tim. 2:15).

Não fique de fora! Venha investir tempo em conhecer e se aprofundar na Palavra de Deus. Venha estudar conosco!!!

Escola Bíblica Dominical
Igreja Batista de Sião - Rua General Feliciano Falcão, 97 - Mooca - São Paulo/ SP
Aula Inaugural: 02/02/2020
Breakfast: 9h30 / Class: 10h

domingo, 26 de janeiro de 2020

Por que é importante estudar a Palavra de Deus?

Estamos há uma semana de retomar nossa Escola Bíblica Dominical. E você sabe qual é a importância de estudar a Palavra de Deus?

No vídeo abaixo procuro resumir a importância de estudar a Palavra e como utilizá-la frente aos desafios da vida!

Venha estudar a Palavra de Deus conosco!

Escola Bíblica Dominical
Igreja Batista de Sião
Rua General Feliciano Falcão, 97 - Mooca - São Paulo/ SP
Aula Inaugural: 02/02/2020
Breakfast: 9h30 / Class: 10h



sexta-feira, 15 de novembro de 2019

15 de novembro: o que comemorar?

Bandeira do Império do Brasil
Na data de hoje, 15 de novembro, o Brasil comemora a Proclamação da República. A pergunta que eu faço é: o que comemorar?

Aprendemos nos bancos da escola que a Proclamação da República foi um ato heroico de pessoas com o espírito republicano, inspiradas em ideias de vanguarda como o Positivismo, que lutaram contra um sistema envelhecido e autoritário, e que desejavam o progresso e o desenvolvimento para o país. Se quem está lendo esse texto não aprendeu assim, pode ter certeza que essa foi a visão que me passaram nos bancos escolares.

Dom João VI
Ocorre que as coisas não aconteceram bem assim. É verdade que o Império estava passando por momentos difíceis, principalmente em relação a alguns grupos específicos, entre eles a Igreja Católica (descontente com a ingerência do Imperador), o Exército (cujos oficiais de baixa patente estavam descontentes por não poderem manifestar suas opiniões políticas) e os grandes proprietários de terras (ainda "raivosos" pela assinatura da Lei Áurea). Não obstante ao descontentamento de tais grupos, de modo geral o Império gozava de muita simpatia, especificamente pela figura de Dom Pedro II, amado pelo povo brasileiro, e pela figura da Princesa Isabel, que passou a ser denominada Redentora, após a libertação dos escravos. Dentro do próprio Exército o descontentamento estava somente entre os oficiais de baixa patente e os mais novos, vez que os de patente mais alta e os mais experientes eram todos monarquistas e aliados de Dom Pedro II.

Dom Pedro I
Poderia aqui descrever as inúmeras benfeitorias realizadas em nossa pátria pela Coroa, especialmente após a chegada de Dom João VI e toda a corte ao Rio de Janeiro em 1808, todavia deixaria esse texto longo demais. Ainda assim é imperioso destacar que foi somente com o empenho da Coroa que o Brasil passou a ser protagonista de sua história. Foi Dom João VI que transformou o Brasil, antes mera colônia de exploração, em sede do Reino, posteriormente subindo sua categoria à Reino Unido (Brasil, Portugal e Algarves), tendo como sede da coroa o Brasil. Colocou o Brasil no cenário internacional, promoveu profundos avanços e consolidou o território e o idioma. Seu filho e herdeiro, Dom Pedro I, ficou célebre pelo brado "Independência ou Morte", transformando o Reino Unido à Portugal e Algarves em Império do Brasil, quando portugueses tentaram subjugar novamente o Brasil ao status de mera colônia. Por sua vez, Dom Pedro II foi um exemplo ideal de Imperador e Governante. Educado desde a tenra idade para se tornar um grande estadista, Pedro II tornou-se um erudito, respeitado por expoentes como Charles Darwin, Graham Bell e Nietzsche, além de ser amigo pessoal de Louis Pasteur. Consolidou a unificação do território nacional, liderou com êxito três guerras (Guerra do Prata, Guerra do Uruguai e Guerra do Paraguai) bem como foi um grande estrategista e exitoso personagem nas tensões externas e internas. A Abolição dos Escravos, assinado pela Princesa Isabel, foi o ponto alto do seu reinado, consolidando ainda mais o apoio e simpatia popular que ele já tinha. 

Dom Pedro II
Em 1889, ano do golpe da proclamação, a constituição em vigor era a mesma de 1824, promulgada pelo Imperador Dom Pedro I. Importante constar aqui que foi a constituição brasileira que mais tempo ficou em vigor durante toda a história (de 25 de março de 1824 a 15 de novembro de 1889 - 65 anos no total - bem diferente da república, que produziu seis exemplares e toda hora alguém propõe uma nova constituinte), portanto é notória a estabilidade que o Império mantinha. Segundo alguns analistas a constituição de 1824 foi, em seu tempo, uma das mais liberais do mundo e talvez a mais liberal das Américas, excetuando-se a norte-americana. Nesta constituição podemos observar que o Império era constituído de quatro poderes (e não três como hoje temos na república), quais sejam:

- Poder Legislativo, representado por Deputados e Senadores;

- Poder Moderador, representado pelo Imperador;

- Poder Executivo, representado pelo Imperador e exercido através de seus ministros;

- Poder Judicial, representado pelos Juízes.


Princesa Isabel - A Redentora
Como é possível observar, essa Constituição trazia a figura do "Poder Moderador", exercido pelo Imperador. Neste posto o Imperador tinha o poder de, por exemplo, suspender um juiz que agisse em desconformidade aos interesses da nação ou contra a justiça, ou mesmo desfazer o gabinete de governo, caso estivesse enviesado pelo erro, pela falta de governabilidade ou até mesmo pela corrupção. Há quem diga, por exemplo, que Dom Pedro II tinha um "caderninho de anotações" e nele registrava os nomes dos corruptos dos quais tomava conhecimento. Estes, no futuro, ao tentarem um carreira pública ou qualquer tipo de ascensão encontravam a resistência do Imperador, ação que deixava a administração pública menos suscetível a possíveis interesseiros e aventureiros.


Visconde de Ouro Preto
Às vésperas do golpe da proclamação, a "grande queixa" que provocava "tão grande desconforto" entre os "visionários da vanguarda progressista e positivista" era o fato de Dom Pedro II exercer, além do Poder Moderador, o Poder Executivo através de seus ministros. Mas essa era uma questão fácil de se resolver. O próprio Senador Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, membro do Partido Liberal e que na ocasião era o chefe no "Gabinete de Governo" (Primeiro Ministro), tão logo assumiu em 07 de junho 1889, propôs reformas na questão da centralização do poder Imperial, procurando trazer uma característica mais constitucional à figura do Imperador. Assim, ele estava pensando em contemplar os ideais menos centralizadores defendido pelos "republicanos" sem, contudo, ferir a Monarquia e o Império. Diante de tais propostas a Câmara acusou o Primeiro Ministro de dar início à República (o que não era verdade) e uma turbulência se instaurou. 

Marechal Deodoro da Fonseca
Neste cenário conturbado entra o Exército, que na figura de Marechal Deodoro parte com o objetivo de derrubar o Gabinete do Visconde de Ouro Preto, mas sem qualquer intenção de destituir o Imperador (até porque Deodoro era Monarquista e fiel aliado de Pedro II). Destaca-se que desde o dia 11 de novembro de 1889 já existia movimentações (reuniões) onde alguns "republicanos" (entre eles Rui Barbosa e Benjamin Constant) planejavam um golpe uma intervenção republicana. No entanto, eis que um BOATO (uma fofoca), chegou aos ouvidos de Deodoro, em 14 de novembro, dando conta que o Visconde de Ouro Preto havia ordenado sua prisão e a dissolução do Exército (MENTIRA, não passava de boatos). Diante da falsa notícia as tropas se rebelaram!!! O Gabinete do Visconde de Ouro Preto se transferiu para o Arsenal da Marinha e notificou o Imperador sobre a revolta. Na manhã de 15 de novembro Visconde de Ouro Preto parte para o Quartel do Campo de Santana, de onde pretendia organizar a resistência, e ordenou ao Marechal Floriano Peixoto que empenhasse tropas para conter os revoltosos. Floriano Peixoto, sem convicção alguma, primeiramente negou-se a cumprir a ordem por entender que os opositores eram "apenas brasileiros" e na sequência, mudou de lado, e prendeu o Visconde de Ouro Preto.

Marechal Floriano Peixoto
Até aí, apenas o Gabinete de Ouro Preto tinha "caído", pois essa era a intenção inicial de Deodoro. No entanto, outro BOATO (é minha gente, fofoca existe desde que a serpente enganou Eva) dava conta de que o Imperador havia escolhido outro nome para substituir o Visconde, e que tratava-se de Gaspar da Silveira Martins. Este homem era desafeto pessoal de Marechal Deodoro, pois os dois já haviam disputado o "amor de uma mulher" e Deodoro havia perdido a "batalha amorosa" para Gaspar. Agora sim eis um bom motivo para o golpe proclamar a república!!!! Inconformado com a escolha (que não ocorrera), Marechal Deodoro rompe com o Imperador e, cheio de convicção e ideais republicanos (sim, ironia minha), proclama a República. A família imperial é deposta, presa e exilada, e os "convictos republicanos" passam a organizar a moderna e visionária "República", que de tão visionária adota como sua primeira bandeira uma réplica da bandeira americana (numa terrível falta de criatividade e bom senso).

Gaspar da Silveira Martins
O novo sistema de governo visionário, moderno e progressista (sim, continuo irônico), agora organizava-se para uma história de 130 anos (até aqui) de instabilidades e tensões. Essas instabilidades ficam evidentes quando observamos a vulnerabilidade de diversos governos, responsáveis por tensões e golpes, como as que podemos citar:

- Primeira República (1889 a 1930);

- Era Vargas (1930 a 1937 e 1937 a 1945);

- Quarta República (1945 a 1964);

- Regime Militar (1964 a 1985);

- Nova República (1985 até o momento).

Somente neste último período, denominado "Nova República", o Brasil passou por oito presidentes (contando os vices que assumiram). Desses, dois sofreram impeachment e um foi condenado e preso (e solto pelo STF) envolvido em um dos maiores esquemas de corrupção que a história registra. Do outro lado da Praça, entre os Senadores e Deputados, acordos e ajustes são tecidos de modo a sempre beneficiar sua própria classe e, na medida do possível, livrá-los de seus próprios erros. Já na Corte Suprema, ministros são indicados pelo presidente em exercício do mandato, e cada qual conforme a "ideologia" partidária ou a proximidade que este ministro tem ou teve com o presidente que o indicou (para isso basta olhar a lista dos ministros, seus respectivos históricos e quem os indicou).

Primeira Bandeira adotada na República
Tem algo de bom na República? Sim, há algumas conquistas e avanços que nela foram alcançados, mas tenho a forte convicção de que tais avanços seriam conquistados com muito mais firmeza e segurança no regime monárquico. Hoje, o Brasil poderia ser um império constitucional parlamentarista moderno e forte, tendo seus senadores e deputados escolhidos pelo povo, tendo o Poder Moderador distinto do Poder Executivo e, este último, ter um primeiro ministro escolhido dentre os parlamentares eleitos, portanto um governo representativo aos anseios do povo. Este gabinete de governo seria independente e sólido, mas ao primeiro sinal de corrupção, falta de governabilidade ou desaprovação popular estaria sob o risco de sua queda, assim como acontece na Inglaterra, por exemplo. Poderíamos ter um STF repleto de ministros escolhidos pelo Imperador, cujo objetivo seria apenas o melhor para o Brasil (e não escolhidos de acordo com a ideologia política de cada presidente) e que, ao primeiro sinal de decisões equivocadas (como algumas que andamos vendo recentemente) poderia ser suspenso pelo Imperador e outros ministros colocados no lugar.  Mas, além de tudo isso, poderíamos ter um Imperador que ocuparia este posto por hereditariedade, isento de interesses políticos ou ideologias partidárias (na Monarquia Parlamentarista, o rei ou imperador não tem vínculos partidários e sequer manifesta opinião ou interesse por qualquer ideologia), formado desde a sua infância para ocupar essa posição, e cuja preocupação seria exclusivamente chefiar o país mantendo a hegemonia e o equilíbrio dos demais poderes, zelando pela moral, pela ética, pelo cumprimento da constituição e das leis, e trabalhando pela projeção do país como uma grande nação. Que estaria pronto a intervir caso um dos três poderes agisse em desconformidade às leis, à ética e à moralidade ou que colocasse em risco a nação, seus cidadãos e o interesse público. Acredito que em 1889 perdemos uma instituição que poderia ser a protagonista no desenvolvimento do país e, em 1993 ratificamos essa perda, quando fomos chamados a um plebiscito sobre essa questão e tiramos do horizonte próximo qualquer possibilidade de correção da rota.

Dom Pedro II comunicado de sua deposição
Pois é meus amigos e irmãos. Diante de tudo o que relatei acima não vejo motivo nenhum para comemorar um golpe a proclamação! Não tenho motivos para comemorar um levante cujo estopim foi um mal entendido entre o Primeiro Ministro e a Câmara, no qual o Marechal Deodoro, movido por boatos e influenciado por intriga pessoal, derrubou não só o Primeiro Ministro, mas o próprio Imperador a quem era aliado e amigo, tendo absoluta convicção monarquista em seu sangue e nenhum ideal republicano.

Olhando para a história da Coroa (Reino e Império), especificamente no período de 1808 à 1889, analisando a história da República (1889 até o momento) e considerando especialmente esta fase da República Nova em que vivemos, com ex-presidentes e parlamentares envolvidos em esquemas grotescos de corrupção e um STF com ministros que não são sólidos em suas próprias decisões, não vejo motivo nenhum para comemorar a República! Ao contrário, a cada dia fico mais convencido que os monarquistas têm razão!

Oremos para que o Eterno, em meio ao caos de um sistema que já se provou duvidoso, levante homens e mulheres de caráter sólido e honesto, dispostos a trabalhar pelo bem comum.


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Nota 1:
Esclareço que sou brasileiro e apaixonado pelo meu país. Aos 18 anos jurei bandeira na sede do 2° Exército em São Caetano do Sul, e portanto estou comprometido com essa pátria. Trabalho desde os meus 14 anos neste país e para ele, e desejo apenas o melhor para essa nação e suas futuras gerações, independente do sistema de governo em vigor. No entanto, a história não pode ser apagada e os erros do passado não podem ser encobertos através de heróis criados forçosamente para nos fazer crer que a República foi o resultado de um anseio popular, tampouco posso me convencer de que a República é um sistema que deu certo, quando já começou errado e insiste em permanecer errando.

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Nota 2:
Fontes de Pesquisa:

Constituição Imperial de 1824 - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao24.htm, (acessado em 11/11/2019);

Livro: 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil / Laurentino Gomes - 3. ed. : Editora Planeta do Brasil, 2009.

Casa Imperial do Brasil - https://www.monarquia.org.br, (acessado em 11/11/2019);

TV Imperial - https://www.youtube.com/channel/UCiBPQZEYnTpoP7C2uNh_zQg, (acessado em 12/11/2019);




domingo, 10 de novembro de 2019

O luto de Jacó e o silêncio do Eterno

Todos os seus filhos e filhas se achegaram para oferecer-lhe consolo, contudo ele recusou toda e qualquer consolação, e declarou: "Não! É em luto que descerei ao Sheol para encontrar com meu filho!" E continuou a chorar a perda de seu filho José. Gênesis 37:35

Ao ler os textos bíblicos de forma superficial talvez possamos encontrar dificuldade em entender alguns pontos. Essa passagem da venda de José por seus irmãos, a simulação de sua morte e especialmente o luto de Jacó, pode ser um desses episódios.

Se observarmos bem, em nossa ótica de leitores, tudo está acontecendo simultaneamente, e o fato de sabermos que José não estava morto, mas havia sido vendido pelos seus irmãos, talvez nos traga um certo conforto de que, de alguma forma, Deus está cuidando dele, e portanto não há nada a temer. Mas essa não era a visão de Jacó: ao contrário, Jacó estava certo que José havia sido devorado por um animal selvagem qualquer, e que seus demais filhos estavam lhe contando a verdade. Neste momento Jacó tem um choque, ao perder o filho que mais amava, gerado da mulher que mais amou.

Jacó coloca-se em luto, atitude absolutamente normal e esperada frente a perda de um filho. No entanto esse luto não se trata de um luto como um processo de desligamento progressivo de um ente que morreu: esse luto era algo decidido por Jacó a durar todo o resto de sua vida. O versículo que abriu esse texto registra claramente que Jacó decidiu ficar em estado de luto e assim permanecer até o momento em que desceria ao Sheol para juntar-se ao seu filho. E, de fato, é isso que observamos quando ainda em Gênesis 45:26-28, após todo o processo vivido, Jacó custa a acreditar na revelação de que José estava vivo. Entretanto, quando o faz, toma a decisão de ir imediatamente ver seu filho "antes de morrer". Isso fica bem claro em Gênesis 46:30 onde Jacó, abraçado a José, diz: "Agora, pois, já posso morrer em paz, porquanto vi o teu rosto e sei que ainda estás vivo!" Enfim, o luto de Jacó acabou e o propósito inicial de ir ao sepulcro em luto já não fazia mais sentido. 

Vale lembrar que José foi vendido como escravo quando tinha em torno de 17 anos. Aproximadamente com 25 anos foi preso pela falsa acusação de tentativa de estupro e aos trinta anos revelou o sonho do Faraó tornando-se governador do Egito. Passou os sete primeiros anos de seu governo trabalhando para acumular os mantimentos que, ao longo dos outros sete anos seriam necessários para a sobrevivência. É razoável supor que o encontro entre José e seus irmãos tenha ocorrido no segundo ano da escassez, tendo então José por volta de 39 a 40 anos de idade. Logo, Jacó viveu seu luto por um tempo aproximado de 27 anos até finalmente descobrir que seu filho estava vivo e reencontrá-lo. 

Os textos Sagrados não registram e até por isso tomo a liberdade de imaginar que Jacó passou por momentos difíceis. Aquele homem, outrora cheio de experiências com Deus, agora estava triste, talvez em um estado melancólico, sem ânimo e sem alegria de viver. Posso imaginar que seu luto o tornava alguém amargo, apático e indiferente. Posso supor ainda que até mesmo sua vida espiritual pode ter entrado em crise, haja vista que nesse tempo todo Deus não se manifesta a ele e a Bíblia não registra nenhum ato de culto ou adoração à Deus por parte de Jacó. Não é forçoso acreditar que Jacó tenha se entregado a uma vida monótona. Estamos falando de um homem que gozava de uma intimidade ímpar com Deus, e que teve experiências além do comum. Podemos citar várias passagens onde Deus manifesta-se a Jacó, trazendo a ele alguma mensagem, promessa, bênção ou até mesmo livramentos. Vejamos algumas:

- Gênesis 28:10-22 - Jacó tem o sonho com a escada, onde Deus revela-se e promete a ele a terra onde ele repousa.

- Gênesis 31:3 - O Senhor apresenta-se a Jacó e o orienta que ele volte à terra dos seus pais, prometendo estar com ele.

- Gênesis 31:11-13 - O Senhor envia um anjo a Jacó para tranquilizá-lo sobre as trapaças de Labão e o orientando a voltar para a terra dos seus pais.

- Gênesis 32:23-33 - Jacó "luta com um homem" até ao raiar da alvorada, este "homem" abençoa Jacó e muda seu nome para Israel.

- Gênesis 35:01 - O senhor orienta Jacó a subir a Betel para ali habitar.

- Gênesis 35:09-13 - O Senhor novamente abençoa Jacó e confirma sua mudança de nome para Israel.

Considerando todo o exposto até aqui a pergunta que me vem a mente é: Por que Deus silenciou esse tempo todo? Por que Deus, nesses 27 anos observando Jacó em seu profundo sofrimento e em um luto deliberado e vitalício, não deu sequer um sinal, uma revelação, uma mensagem que pudesse tranquilizar Jacó em relação a José? É então que precisamos considerar alguns pontos importantes para entender o silêncio de Deus neste caso, quais sejam:

1) Deus é Soberano e na sua soberania ele faz as coisas como deseja:

Sim, o Eterno Deus é Soberano, Único e Majestoso, Aquele que criou toda a existência e a submete sob sua vontade e seu controle. Poderia elencar muitos textos, mas o de Isaías 45:5-7 resume bem essa verdade:

"Eis que Eu Sou Yahweh, o Senhor, e não existe nenhum outro; além da minha pessoa não há Deus! Eu te cinjo e te concedo poder, ainda que não percebas quem sou.

Para que saibam todos, que do nascente ao poente, não há ninguém além de mim. Eu Sou o Eterno, e não existe nenhum outro!

Eu formo a luz e crio as trevas; mando as bênçãos e as maldições; Eu, Yahweh, faço absolutamente tudo!"

Não obstante todo o amor e prioridade que Deus manifestou ao ser humano, não devemos esquecer nossa posição diante dele: somos apenas barro na mão do oleiro! Não é prudente que o barro exija um parecer do seu oleiro, ou cobre-lhe explicações.

"... Porventura o barro pode reclamar ao oleiro: 'Que é isto que está modelando?' Será que a obra que fazes pode protestar: 'Tens experiência? mostra as tuas mãos!" Isaías 45:9

Em outra passagem das Escrituras, após alguns posicionamentos de Jó, o Senhor o faz lembrar de sua insignificância e o lugar que Jó ocupa nessa relação:

"Onde estavas, quando lancei os fundamentos da terra? Dize-mo, se é que sabes tanto." Jó 38:4

Diante dos textos acima posso concluir, com segurança, que o Eterno não tem qualquer obrigação de se explicar. Ele é o Soberano e está acima de todas as coisas, portanto não há nada que ele deva justificar e a ninguém que deva prestar contas. Ao contrário, nossa fé em Deus deve estar acima daquilo que não conseguimos entender.

2) Deus tem propósitos e estes são perfeitos:

Para aquele que crê no Eterno, uma coisa deve estar bem clara: Deus está no controle de todos os acontecimentos, por mais difíceis de se compreender, pois estão cumprindo um propósito maior do que podemos imaginar.

Embora na passagem específica de José e Jacó toda essa trama tenha se originado em função da crueldade dos irmãos de José, que por inveja queriam tirá-lo do foco de seu pai Jacó, todavia Deus ainda estava no controle. É claro que Deus não compactua com o mal e que a trama elaborada pelos irmãos de José se originou da própria natureza decaída de cada um deles. No entanto, Deus permanece acompanhando todo o processo e atuando para que, dessa crueldade, possa haver bênção no futuro.

Muitas vezes (para não dizer sempre) temos dificuldade em entender certas situações, justamente pelo fato de sermos limitados ao tempo e ao espaço. Mas Deus, que é Eterno, não está preocupando com estas coisas: seu olhar e atuação transpassa a eternidade. Para o Eterno nada é tão breve para não ser acompanhado em detalhes ou demasiadamente longo que não seja considerado ínfimo.

José, inicialmente feito escravo no Egito, era aquele a quem Deus confiaria uma função extremamente importante de administrar a produção da terra para, posteriormente, poder alimentar não somente o próprio Egito, mas todos os povos do seu entorno no período de grande fome sobre a terra.

Ninguém poderia imaginar tal feito. Jacó, como vimos, tinha por certo que seu filho estava morto. Os irmãos de José, após muito tempo, também já davam José como morto. José não tinha absolutamente nenhum sinal ou ideia a que posto seria colocado e a importância do seu trabalho e da autoridade que lhe seria confiada para a preservação de tantas vidas, inclusive da família da qual herdaríamos a fé!

Deus transformou algo tão vil, como a traição e venda de José por seus irmãos, em algo que mudaria a história de todos os envolvidos diretamente na trama, e também a nossa, vez que a manutenção da família de Jacó era essencial para o cumprimento da vontade absoluta do Eterno de fazer de sua família uma grande nação, berço do Messias e portanto da nossa fé! Se o Eterno havia prometido a Jacó uma terra e uma descendência, ele cumpriria:

Sei que podes realizar tudo quanto desejares; absolutamente nenhuma das tuas ideias e vontades serão frustradas! Jó 42:2

3) Deus trabalha no ser humano através das situações que são apresentadas:

Como dito no tópico anterior, Deus não compactua com a maldade e não está onde o pecado habita. No entanto, embora escrito em outro contexto, vale lembrar que o texto de 1 Coríntios 1:20 declara que o Eterno frustra a sabedoria dos sábios e faz perecer o entendimento dos homens cultos.

A família de Jacó era descompensada em muitos aspectos: a primeira mulher de Jacó sentia-se rejeitada pelo marido, a segunda e irmã da primeira era a preferida de Jacó. José era o filho querido de Jacó justamente por ser o primogênito da mais amada, e Benjamin também tinha uma certa preferência em relação aos demais, também por vir da dileta. Além disso teve filhos com outras duas mulheres.

Jacó não conseguia perceber que a demonstração pública de seu afeto por José causava ciúmes entre os demais. José, na sua inocência, não conseguia compreender que seus irmãos lhe tinham ciúmes e dividia com eles tudo o que lhe era revelado em sonhos ou as benesses oriundas de seu pai. Por fim, ao contar-lhes seus sonhos, não só os irmãos como o pai o repreenderam, pois ninguém estava disposto a reconhecê-lo superior. Enfim, quanta confusão!!!!

Nesse período todo entendo que Deus trabalhou em diversas frentes, a saber:

Em José: com as regalias promovidas pelo seu pai, talvez José estava sendo mimado demais... desde o seu nascimento era o preferido e gozava certa proeminência. Penso que mesmo um homem de caráter sólido poderia ter sua humildade comprometida se essa situação não entrasse em equilíbrio. Era necessário que passasse por uma "escola" de humildade contando com matérias como períodos de escravidão e prisão, para moldar o seu caráter antes de assumir o posto para o qual o Eterno lhe chamou. Agora sim, José poderia assumir o Governo do Egito com a tranquilidade de que não usaria do seu cargo em benefício próprio, e nem o faria de modo soberbo ou arrogante, considerando que tal posição era parte de um projeto divino que excedia qualquer glória temporal.

Em Jacó: com sua política de eleição do filho querido, Jacó dava menos atenção aos demais filhos, e não atentou-se que estes seriam a continuidade da sua descendência e da promessa que Deus fizera ao seu avô Abraão e ao seu pai Isaque. Estes filhos se tornariam as tribos de Israel, portanto não deveriam ser menosprezados em favor de apenas um filho. Jacó considerava que José era especial (não nego que era), mas essa constatação fez de Jacó um pai omisso para com os outros filhos. Jacó estava aprendendo, mesmo que em seu luto decidido, a conviver, manter a harmonia e valorizar a convivência junto dos seus outros filhos.

Nos irmãos de José: o ciúme e a disputa natural entre irmãos pela atenção dos pais, nesta família tomou proporções inimagináveis. Ao ver José preferido pelo pai, o temor de que o primogênito fosse colocado de lado na condução da família e de que somente os filhos de Raquel herdassem o melhor do pai, bem como a dificuldade de reconhecer em José as qualidades que eles não tinham, levou esses homens a cometer o ato mais vil que foi o de vender o próprio irmão como escravo. Com o passar dos anos imagino que este ato vil, somado à mentira ao pai que o fez cair em uma tristeza profunda, colocou um remorso tão grande na vida desses homens que só foi superado e reconhecido quando estes mesmos homens, diante do governador do Egito, propuseram entregar a própria vida para poupar a vida de Benjamin, considerando que o pai não aguentaria mais essa perda (Gênesis 44:19-34). Finalmente o arrependimento do primeiro ato seguido da correção de rota na segunda oportunidade.

Conclusão

Retomando aos questionamentos feitos no início do texto, posso concluir com segurança que o silêncio de Deus não significa abandono. O Eterno não está indiferente ao sofrimento de um servo seu, tampouco se deleitando no sofrimento humano. Deus está trabalhando para que os erros de percurso que nós mesmos cometemos seja, de alguma forma, convertido em bênção. Está trabalhando no nosso caráter e nos preparando para algo melhor. Neste período, o silêncio de Deus é pedagógico e faz parte do processo de ajustes e crescimento.

Nem todas as dificuldades e lutas que passamos na vida estão claramente explicadas diante de nós. Estamos limitados ao tempo e ao espaço da vida terrena e não temos a visão das coisas futuras. Isso, a priori, pode nos causar um sentimento de medo ou até mesmo sensação de solidão. No entanto, devemos ter a firme convicção de que Ele está no controle de tudo, que Ele sabe o que faz e que todas as coisas cooperam para o nosso bem (Romanos 8:28).

Por fim, Paulo resume bem a postura ideal de um cristão durante as lutas dessa vida:

"...nos gloriamos nas tribulações, porque aprendemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança produz um caráter aprovado; e o caráter aprovado produz confiança." Romanos 5:3-4

Que o Eterno nos ajude a manter essa postura diante das lutas que enfrentamos, na certeza de que Ele continua cuidando de nós!



quarta-feira, 17 de abril de 2019

Linguagem da Bíblia: uma breve reflexão!

“A linguagem da Bíblia, que antes moldava o discurso de todos os cidadãos cultos, parece faltar na vida cotidiana, e numerosos estudos mostram que os cristãos hoje têm menos conhecimento e compromisso com os principais ensinamentos cristãos do que nunca antes.”

A frase acima é de autoria do Dr. Bruce L. Shelley¹ que, ao analisar o cristianismo contemporâneo do ocidente, chegou a essa triste constatação: em comparação com cristãos de outros tempos, a cristandade hoje, de modo geral, está aquém de um verdadeiro compromisso com a verdade do Evangelho. Essa indiferença decorre do secularismo que, filha do Iluminismo, explica o mundo e seus fenômenos através de razões naturais, convencendo as pessoas, cada vez mais, a desconsiderarem a necessidade de compreender os aspectos sobrenaturais de um Deus que é Espírito, e como Espírito deve ser adorado e servido (João 4:24).

O mesmo Dr. Shelley afirmou que “aqueles que ainda defendem as doutrinas ou os ensinamentos do cristianismo ironicamente dão explicações seculares e apresentam a religião cristã como uma versão divinamente patrocinada da terapia de autoajuda”. E aqui estão os cristãos “secularizados”, que já abriram mão da essência do Evangelho puro e simples em troca de uma linguagem “atualizada” de um evangelho pronto para atender as demandas humanas e temporais, sem a profundidade do “tomar a sua cruz” (Marcos 8:34) da conversão, do arrependimento, da mudança de caráter e do novo nascimento.

Diante destes desafios contemporâneos a Escola Bíblica Dominical assume papel fundamental na formação cristã. É através da EBD que o cristão tem condições de aprofundar-se na Revelação de um Deus Soberano, que tudo fez e tudo faz de modo sobrenatural, e cujo requisito para vivenciá-lo é a fé (Hebreus 11:6; II Coríntios 5:7; Romanos 1:17). A Igreja Batista de Sião acredita na EBD como um instrumento de Deus para disseminar Sua Palavra e Sua Verdade, com o objetivo de formar discípulos, de modo a manter sempre vivo esse compromisso com as verdades basilares e fundamentais do Evangelho de Cristo. Pois, para evitar o engano, somente através do conhecimento das Escrituras e do poder de Deus (Mateus 22:29).

Venha participar da Escola Bíblica Dominical e desfrutar da Revelação do Eterno Soberano, que na Sua infinita bondade e misericórdia, se revelou a nós através de Sua Palavra.


Igreja Batista de Sião - Rua General Feliciano Falcão, 97 – Mooca – São Paulo/ SP
Domingos: 9h30 recepção e café – 10h aula
Sala Infantil: crianças até 08 anos desfrutam de conteúdo pedagogicamente adequado para a faixa etária.
Sala Fundamentos da Fé: para todos aqueles que desejam passar pelo discipulado nos fundamentos da fé bíblica.
Sala Master: para todos que buscam aprofundamento na Palavra de Deus, com conteúdo teológico e prático.


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¹ Dr. Bruce L. Shelley, falecido em 2010, era mestre em Teologia pelo Fuller Theological Seminary e Doutor pela Universidade de Iowa. As citações neste texto estão registradas em sua obra História do Cristianismo (Church History in Plain Language), especificamente no capítulo 46 – Cristianismo no Ocidente: declínio e reconstrução, página 496 - 1. ed – Rio de Janeiro – Thomas Nelson, Brasil, 2018.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Escola Bíblica Dominical: uma escola para a vida!

Com o objetivo de retirar das ruas todas as crianças que trabalhavam de segunda à sábado, nas fábricas locais, e que aos domingos estavam largadas nas ruas brincando, brigando e aprendendo toda espécie de vícios, o anglicano Robert Raikes (14/09/1735 a 05/04/1811) iniciou uma escola voltada para alfabetização de crianças e adolescentes, cujo funcionamento era aos domingos, das 10h às 17h, com intervalo para almoço.

Tornando-se a primeira escola com essa finalidade, fundada na rua Saint Catherine, bairro de Sooty Alley na Inglaterra, tinha como foco principal não o estudo da Bíblia, mas de matemática, história e inglês, claro que trazendo também em seu currículo a matéria de religião.


Reikes divulgou seu experimento no seu próprio jornal, em 03/11/1783, compartilhando seus primeiros resultados. Logo essa iniciativa chamou a atenção de muitos ingleses que, entusiasmados com essa idéia, fundaram escolas dominicais por todo o Reino Unido, exportando também essa iniciativa para os Estados Unidos da América.


Em 1784, com escolas espalhadas em diversos lugares e com mais de 250 mil crianças matriculadas, o sucesso era absoluto. Impressionado com os resultados alcançados por Raikes, incluíndo a redução dos índices de crimilalidade nos locais onde essas escolas estavam presentes, o Diácono William Fox (1736-1826), oficial da Igreja Batista da Rua Prescott, em Londres, forneceu todo o apoio a esse projeto, trabalhando em parceria com Reikes. Em 1785 Fox convidou Reikes para fundar uma associação de promoção das escolas dominicais, dando origem à Sunday School Society of Great Britain (Sociedade da Escola Dominical da Grã-Bretanha), que teve o apoio de muitos líderes da Igreja Anglicana.


Em 1811, ano em que Reikes faleceu, já eram mais de 400 mil alunos inscritos. Neste ano houve a divisão por classes possibilitando também o ensino de jovens e adultos.


Na América, o primeiro registro de escola dominical ocorreu na fazenda de William Elliot (EUA), em 1802. Com a mesma finalidade da escola inglesa, inicialmente funcionou na fazenda de Elliot, sendo posteriormente transferida para as dependências da Igreja Anglicana de Oak Greve, na Virgínia (EUA).


No Brasil, a primeira Escola Dominial teve origem na Igreja Metodista, no ano de 1836, liderada pelo Reverendo Justin Spaulding, no Rio de Janeiro. Entretanto, 19 anos mais tarde, um casal de missionários, Robert e Sarah Kalley, no ano de 1855, fundou na cidade de Petrópolis - RJ, aquela que é considerada como a primeira Escola Bíblica Dominical brasileira, e que posteriormente deu origem à Igreja Evangélica Fluminense, marco das Igrejas Congregacionais no Brasil.


Hoje, a Escola Bíblica Dominical possui um objetivo muito maior que no seu início: a formação de pessoas com um caráter cristão. Com o ensino secular como um dever do Estado, a EBD especializou-se no ensino da Bíblia e na formação do caráter cristão nas pessoas. Embora suas aulas sejam ministradas em geral por leigos, em sua grande maioria estes são supervisionados por teólogos e pastores, cuja experiência acadêmica e pastoral são relevantes no contexto do ensino religioso.


Como podemos observar, com um início quase que secular, a Escola Bíblica Dominical tornou-se um instrumento poderoso no ensino, principalmente da Bíblia. Como instrumento de evangelização, aproxima o leigo às Sagradas Escrituras ao mesmo tempo em que prepara os cristãos nas doutrinas elementares da fé.


Nós protestantes devemos nos orgulhar desse instrumento que temos nas mãos, pois historicamente já foi utilizado para fins de redução da criminalidade e hoje, da mesma forma, e se bem empregada, é utilizada para a formação de um sólido caráter. Devemos valorizar a EBD porque ela nos fornece os elementos de uma fé solida, nos preparando para responder a todo aquele que nos pedir a razão da esperança que há em nós (I Pedro 3:15).


Muito perde aquele que não frequenta às aulas da Escola Bíblica Dominical. Deixa de aproveitar um conteúdo específico, que lhe dará uma sólida instrução nas Sagradas Escrituras.


Pecam as igrejas e os líderes que desistem da EBD e a substituem por outras atividades ou pela "folga" dos membros, pois impedem que os interessados se aprofundem no conhecimento do Senhor, e permitem que muitos permaneçam na superficialidade de uma fé quase do senso comum, sem base nem apoio concreto.


Resgatemos pois o valor da Escola Bíblica Dominical em nossos domínios. Igrejas e pastores, invistam na formação de discípulos de Cristo. Irmãos e irmãs, invistam em preparação no Reino de Deus e não percamos a oportunidade de aprender, questionar e crescer, pois só assim nossa fé será lapidada e moldada segundo a vontade do Pai.


Fica aqui o convite para que todos conheçam a Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista de Sião.  Todos os domingos, à partir das 9h30, na rua General Feliciano Falcão, 97 - Mooca - São Paulo/ SP.

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Divulgado originalmente em 08/09/2010
Versão revista divulgada em 09/02/2019