Entretanto, depois que Uzias se tornou poderoso, o seu orgulho provocou a sua queda. Ele foi infiel ao Senhor, ao seu Deus, e entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar de incenso. 2 Crônicas 26:16
O capítulo 26 do segundo livro das Crônicas relata a história do Rei Uzias. Substituindo seu falecido pai, o rei Amazias, foi um grande Rei, que comandou grandes reformas no campo da agricultura e no campo estratégico/ militar em Judá e Jerusalém. Construiu fortificações e elaborou engenhosas máquinas de guerra que lançavam flechas e grandes pedras, reforçando assim a segurança de seu reino. Tornou-se um grande conquistador dos povos ao seu redor de tal modo que sua fama chegou até ao Egito.
Depois que tudo isso aconteceu, Uzias sentiu-se grande e poderoso, de tal modo que um sentimento maligno tomou conta de seu coração: o orgulho. Sentiu-se tão poderoso que cometeu a loucura de querer, ele próprio, queimar incenso ao Senhor, tarefa exclusiva dos sacerdotes. Por este motivo Uzias foi repreendido pelos sacerdotes e por continuar resistindo ficou imediatamente leproso, de modo que foi expulso do Templo e consequentemente do convívio social. Passou o resto de sua vida isolado em uma casa separada, sem acesso ao comando do reino (seu filho passou a responder pelo reino). Um fim triste para quem começou tão bem sua caminhada com Deus.
O sentimento de orgulho é um risco iminente a todo ser humano que desfruta de algum poder ou de algum benefício, seja ele no âmbito social, intelectual ou espiritual. No Reino de Deus não é diferente. O Senhor concede dons aos seus filhos para que sua Igreja prospere e continue no caminho, levando muitas almas ao conhecimento da Graça de Cristo. Deste modo, muitos homens e mulheres são agraciados com alguns dons ou ministérios que os capacitam para executar o trabalho no Reino de Deus.
Ocorre que alguns, não sabendo administrar essa situação, podem colocar a perder o plano de Deus para sua vida, e deixar que o orgulho ache lugar.
Para impedir a ação do orgulho, da prepotência, basta uma só atitude: humildade. Precisamos reconhecer que nós, seres humanos, não desfrutamos de mérito algum em relação ao Reino de Deus. Não somos capazes de absolutamente nada no mundo espiritual se o Senhor não nos capacitar.
Portanto, todos os que executam alguma atividade para o Reino de Deus, desde o porteiro do Templo até o grande Bispo Primaz, deve ter a consciência de que toda sua capacitação para realizar a obra de Deus não vem de si mesmo, mas vem do Senhor. É necessário reconhecer que, mesmo estando no topo da "hierarquia" ministerial, como Paulo nos orientou devemos considerar sempre o outro superior a nós mesmos (Filipenses 2:3).
Este é um bom caminho para não incorrermos no mesmo erro do Rei Uzias.

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