Texto Base: Daniel 2
O tema que a Igreja de Sião está desenvolvendo para o ano de 2013 é: A ÚLTIMA CHAMADA! Este tema remete aos acontecimentos finais e por fim à volta gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é possível abordar esse tema sem que em algum momento não citemos o capítulo dois do livro de Daniel.
É interessante observar que, mesmo muitos séculos antes do nascimento de nosso Salvador, já existia uma profecia que falava dos últimos tempos, especificamente da implantação de um Reino, que não seria um reino convencional, e que excederia em poder e glória a todos os reinos que esta Terra já contemplou.
A partir do versículo 27, Daniel começa a revelar ao rei Nabucodonossor um estranho sonho que tivera, e que o incomodou sobremaneira. Este sonho tratava de uma estátua, cuja cabeça era de ouro fino, o peito e os braços de prata, o ventre e as coxas de cobre, as pernas de ferro e os pés metade ferro e metade barro.
O próprio Daniel revela ao rei que a cabeça de ouro representava o reino da Babilônia, ao qual o rei Nabuconossor representava seu maior ápice em poder e glória. As outras partes da estátua seriam outros três grandes reinos que viriam após o reino babilônico.
Trazendo esse texto à revelação atual, a história registra, além do reino babilônico, outros três outros reinos que, guardadas as devidas proporções, exerceram igual ou maior influência na história da humanidade. Estudiosos da Bíblia (Teólogos) identificam esses reinos da seguinte forma:
Cabeça de Ouro: Império Babilônico
Peito e Braços de Prata: Império Medo-Persa
Ventre e Coxas de Cobre: Império Grego
Pernas e Pés de Ferro e Barro: Império Romano
Realmente faz muito sentido essa identificação, visto que, como já disse guardadas as proporções, esses são os quatro maiores impérios que a história registra.
Interessante que, no sonho de Nabucodonossor, uma pedra seria cortada e lançada, sem auxílio de mão humana, e na sequência, esmiuçaria a estátua. No seu lugar, a pedra transformou-se em um grande monte, representando um novo reinado, que seria maior e mais poderoso do que todos, e que que tem duração eterna (versículos 44 e 45).
Interessante que foi no grande Império Romano que nasceu o Senhor Jesus. Na época do nascimento do nosso Salvador, Israel e Judá eram territórios vassalos de Roma, tendo completa submissão política, econômica e militar. Bem neste último império, nasce o nosso Salvador Jesus.
Vejamos a situação da Europa hoje. Local de onde o império Romano se expandiu, atualmente voltaram a se unir em bloco único, denominado de União Européia, estão tentando se unificar novamente em torno de uma mesma moeda, de uma mesma força, no intuito de como bloco, estar mais forte e preparado diante das outras nações. Contudo, mesmo na época do Império Romano, esse império sempre foi frágil, ocorreram divisões e hoje não é diferente. Por mais que tentem ficar unidos, essa união aparentemente forte, é na verdade muito frágil (versículo 42).
O nascimento de nosso Salvador representa exatamente aquela Pedra, que foi lançada sem auxílio de mão humana, e que destrói completamente os reinos anteriores, estabelecendo-se como reino eterno.
Neste entendimento, podemos afirmar que a ULTIMA CHAMADA começou com o nascimento do nosso Senhor Jesus. As últimas providências, os últimos dias, os últimos momentos começou desde que nosso Salvador veio ao mundo. Sua vida, seu ministério, sua morte vicária e sua ressurreição representam o início deste reinado que esmiúça os reinos anteriores.
Ora, se o nascimento do nosso Salvador representa o início deste Reino Eterno, e passados estes dois mil anos de história da Igreja Cristã, como saberemos o momento exato de sua vinda?
Aí é que mora o segredo. O próprio Senhor Jesus, falando sobre sua volta gloriosa, afirmou: Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. (Mateus 24:36).
Ainda no mesmo capítulo de Mateus, nos versículos 37 e 38, o Senhor afirma que será como nos dias de Noé: casavam, davam-se em casamento, comiam e bebiam, até que Noé entrou na arca e veio o dilúvio. Portanto, sabemos que Ele vem, e que sua volta ocorrerá em um dia que não teremos como precisar, pois estaremos levando nossas vidas normalmente. Diante disso fica a dúvida: será que estamos levando nossas vidas cristãs considerando que Cristo está voltando?
Tenho a impressão que levamos nossas vidas considerando somente o "presente século", preocupados com nossas necessidades e desejos voltados para esta Terra, voltados para nossa vida material. Entretanto, nossa vida não se resume a este plano. Nossa maior esperança como cristãos é o grande dia da volta de Jesus, quando então a vida se dará de fato, pois estaremos iniciando a vida eterna com Deus. Assim como Paulo certa vez afirmou: Se esperamos em Cristo somente nessa vida, somos os mais infelizes de todos os seres.
Devemos considerar que estamos na iminência da volta de Cristo, e não obstante nossa vida nesta Terra, da qual precisamos manter e para isso dar sequência às nossas atividades e preocupações naturais, devemos principalmente considerar que esta vida passará, e que precisamos focar no que é mais importante a vida eterna.
Será que estamos preocupados de fato com esse grande dia? Será que a Igreja do Senhor está, hoje, preocupada com esse grande acontecimento? Penso que não estamos dando a importância que deveríamos e, contudo, como será naquele dia se formos achados desprevenidos?
É claro que devemos considerar que não somos dignos e merecedores do céu. É claro que não! Mas este sentimento deve se limitar ao reconhecimento de que somos pecadores, porque pela fé precisamos crer que o Sangue de Jesus nos purificou e nos dignificou. Diante disso, estamos nos preparando para a volta do Senhor?
Os versículos 11 e 12 do Capítulo 22 afirma: Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.
Que possamos estar vigilantes e alertas para esse grande dia, para estarmos atentos à ÚLTIMA CHAMADA.
Que Deus nos abençoe com esta Palavra.
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Palavra ministrada pelo Diácono Thiago I. Penido no culto de oração de 22/03/2013, na Igreja de Sião.

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