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| Papa Bento XVI, no seu luxuoso trono no Vaticano, em 2009 |
Por Maria Luiza Rolim - Jornal Expresso XL
O Vaticano continua a acumular riqueza. A prova é que o seu
patrimônio imobiliário internacional não para de crescer. Alguns dos edifícios
comerciais nos bairros mais caros de Londres, muitos dos quais adquiridos nos
últimos anos, são parte de um império imobiliário 'secreto' da Igreja Católica
na capital britânica, de que são exemplo a sede do banco de investimento Altium
Capital, na esquina da praça St. James com a Pall Mall, e as instalações da
joalharia Bulgari, em New Bond Street.
A Igreja tem também prédios de escritórios de luxo em
França, nomeadamente em Paris, e na Suíça.
Segundo revela o "The Guardian", a carteira
internacional de imóveis da Igreja Católica, expandida ao longo dos anos, foi
criada com dinheiro pago por Mussolini, em troca do reconhecimento do regime
fascista pelo Papa, em 1929.
Desde então, o valor desse património tem estado a crescer,
até atingir os 500 milhões de libras (cerca de 595 milhões de euros).
Investimento guardado em 'segredo' em nome de terceiros
Em 2006, no auge da mais recente bolha imobiliária, o
Vaticano investiu 15 milhões de libras para adquirir o imóvel n.º 30 da praça
St. James, em Londres. Outros imóveis no Reino Unido, de propriedade da Igreja,
ficam em 168 New Bond Street e na cidade de Country.
O mais surpreendente é que esses imóveis não estão
registados diretamente em nome do Vaticano. O edifício da praça St. James, por
exemplo, foi adquirido por um empresa denominada Britsh Grolux Investmente, que
detém outros imóveis no Reino Unido.
Curiosamente, a Conservatória de Registo Predial britânica
não revela os nomes dos verdadeiros
proprietários da empresa, mas, sim, os de dois acionistas de peso, ambos
católicos. Ou seja, John Varley, que até há pouco tempo presidia o Barclays
Bank, e Robin Herbert, ex-administrador do bando de investimento Leopold
Joseph, os quais, questionados pelo "The Guardian" sobre quem
representavam não responderam.
Ainda de acordo com o jornal britânico, os investimentos com
o dinheiro de Mussolini são controlados por um funcionário do Vaticano em Roma,
Paolo Mennini, que é, de facto, o banqueiro de investimento do Papa Bento XVI.
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Nota do Autor do Blog:
Uma coisa algumas correntes Neopentecostais Brasileiras e a Igreja Católica Romana possuem em comum: uma excelente capacitação em gestão financeira!

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