"Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas;
Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal;" Marcos 10:42-43
Nesta passagem das Sagradas Escrituras, Jesus Cristo nos ensinou uma clara e objetiva lição, que jamais podemos esquecer: HUMILDADE.
Os discípulos de Jesus já gozavam de uma posição privilegiada, pois estavam entre os 12 que andavam com o próprio Filho de Deus. Junto do Cristo presenciaram curas e libertações, pregavam e testemunhavam os prodígios de Deus. Tiago e João gozavam de uma intimidade ainda maior, pois junto à Pedro, estavam entre os três díscípulos mais próximos de Jesus. Estes três discípulos dividiam as alegrias e as lutas do ministério de Jesus. Eram os companheiros de oração, testemunhas dos milagres e também participantes dos mistérios de Cristo (Mateus 17:1, Marcos 9:2, Marcos 13:3, Marcos 14:33, Lucas 8:51). Ter essa intimidade toda com o Filho de Deus não é uma bênção mais do que especial? Parece que não era suficiente para Tiago e João.
A Bíblia não relata qual o sentimento que passou no coração de Tiago e João quando pediram ao Mestre assentarem ao Seu lado, na Glória Celestial. Entretanto, podemos inferir do texto que certamente não foi um sentimento de Humildade, mas sim o sentimênto antônimo: ARROGÂNCIA.
Arrogância, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, significa:
1- ato de atribuir a si direito, poder ou privilégio, ou o seu efeito;
2- orgulho ostensivo, altivez;
3- insolência, atrevimento.
Certamente, naquele momento, Tiago e João atribuíram a si mesmos o direito de tal posto, tendo em vista a posição privilegiada que já ocupavam no Reino de Deus. Julgaram serem dignos ou merecedores de tamanho privilégio, ou seja, assentar-se, um à direita, e outro à esquerda do Filho de Deus, na Glória Eterna. Talvez, movidos por um orgulho ostensivo, ou por uma altivez incontrolada. Fato é que foram advertidos por Jesus, para entenderem que, no Reino de Deus, poder corresponde a um só significado: SERVIÇO. Na obra de Deus, se o poder e a autoridade não tiverem como objetivo o SERVIÇO, esta autoridade não terá validade alguma, tampouco finalidade.
Muitos acreditam que o “posto eclesiástico” lhe conferem um “plus” no Reino de Deus, uma autoridade que não pode ser questionada. Isso tem feito muitos líderes evangélicos perderem a essência do que a liderança representa.
No Reino de Deus, aquele que foi colocado como maioral não é senhor dos menores, ao contrário, é serviçal destes. Quando esta verdade não é compreendida e praticada no ministério do líder, este envereda pelo caminho da autoridade humana, acreditando que o cargo eclesíástico lhe confere poder sobre as pessoas. Muitos reforçam sua autoridade com critérios humanos, na base da "força", ou de frases prontas do tipo “eu sou o líder aqui”.
Margareth Thatcher, que exerceu o cargo de Primeira Ministra da Inglaterra, de 1979 a 1990, Protestante Metodista, certa vez, registrou na história a seguinte frase:
“Ser líder é como ser uma dama: se você precisa provar que é, então você não é.”
Se no conceito humano, para liderar não é preciso "ganhar no grito", quanto mais não será no Reino de Deus? Para liderar, precisamos siplesmente de uma coisa: SERVIR.
Que Deus ilumine a liderança Protestante, para que os líderes eclesiásticos nunca sejam tomados pela ARROGÂNCIA, mas estejam mergulhados na HUMILDADE, a fim de não ser servido pelo ministério, mas através dele, servir.

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