A característica do povo de Deus é ser conhecido como povo sábio e inteligente. Apenas de forma pedagógica podemos entendê-la em duas áreas: o conhecimento da verdade de Deus e o conhecimento secular, natural.
No campo do conhecimento da vontade de Deus para o homem, o conhecimento não é fruto simplesmente da capacidade intelectual e criativa de cada indivíduo, mas do cumprimento e aceitação das orientações que foram reveladas, de forma especial, pelo Deus único e verdadeiro. Embora a capacidade intelectual de muitos exegetas facilitaram (e ainda facilitam) a compreensão das Escrituras, e dos temas que nela estão descritos, não podemos esquecer que tal fato deve-se à capacitação fornecida, a esses estudiosos, pelo próprio autor das Escrituras: o Espirito Santo.
No campo do conhecimento da vontade de Deus para o homem, o conhecimento não é fruto simplesmente da capacidade intelectual e criativa de cada indivíduo, mas do cumprimento e aceitação das orientações que foram reveladas, de forma especial, pelo Deus único e verdadeiro. Embora a capacidade intelectual de muitos exegetas facilitaram (e ainda facilitam) a compreensão das Escrituras, e dos temas que nela estão descritos, não podemos esquecer que tal fato deve-se à capacitação fornecida, a esses estudiosos, pelo próprio autor das Escrituras: o Espirito Santo.
Ao aprender e entender as Sagradas Escrituras, o homem tem a possibilidade de obter um conhecimento que transcende o natural, pois trata-se de revelação da vontade de Deus para o homem, e esse conhecimento não pode ser desenvolvido em um laboratório. As Escrituras contém ensinamentos capazes de conduzir o homem à verdade, propiciando a esse homem uma vida terrena muito mais compreensível ao mesmo tempo que conduz ao verdadeiro acesso à vida eterna, através de Jesus.
No passado, muitos deram a vida pela busca do conhecimento e da verdade. Numa época conhecida como Era das Trevas, o conhecimento da vontade de Deus para o homem era negado à grande população "leiga", pois a interpretação dessa Palavra era considerada tão "difícil" que somente o "vigário de Cristo na Terra" poderia decifrá-la, traduzí-la aos homens.
Muitos morreram para que essa situação mudasse, e para que os homens tivessem acesso livre ao conhecimento das Sagradas Escrituras, sem intermediadores ou intérpretes.
A Reforma Protestante mudou esse cenário radicalmente. Com a tradução da Bíblia para a língua germânica, Lutero rompeu definitivamente com os "detentores" da Palavra de Deus, dando ao povo alemão completo acesso à leitura da Bíblia Sagrada. Esse foi o primeiro passo de um longo caminho a percorrer. Muitos ainda morreriam simplesmente porque lutavam pelo direito de saber, pelo direito de aprender as Sagradas Escrituras.
Após anos de lutas e persistência, as conquistas no campo religioso alteraram não somente a conduta dentro dos templos cristãos, mas abriu uma linha de conduta no campo secular, em busca de formação e informação, capaz de tirar o leigo da ignorância. Isso contribuiu para impulsionar a educação e a cultura. O protestantimo, através do seu ideal reformador, muito conribuiu para a liberdade do estudo religioso e investigação científica, até então "presa" sob a censura da Igreja.
Nessa altura dos fatos, a situação mudou a tal ponto que os territórios conquistados e colonizados por impérios de confissão protestante tinham um índice de analfabetismo extremamente reduzido em comparação com os colonizados por nações não-protestantes.
Nessa altura dos fatos, a situação mudou a tal ponto que os territórios conquistados e colonizados por impérios de confissão protestante tinham um índice de analfabetismo extremamente reduzido em comparação com os colonizados por nações não-protestantes.
Um exemplo interessante disso é demonstrado pelo escritor e jornalista Laurentino Gomes, em seu recém-lançado livro "1822", quando cita a colonização dos Estados Unidos pela então protestante Inglaterra:
"Era uma situação bem diferente da dos Estados Unidos, onde a cultura protestante havia criado uma colônia alfabetizada, empreendedora, habituada a participar das decisões comunitárias e a se manter bem-informada sobre as novidades que chegavam da Europa. Em 1776, o ano da Independência, o padrão de vida nos Estados Unidos já era superior ao da sua própria metrópole, a Inglaterra. (...) Como a prática relgiosa incluía ler a Bíblia em casa e nos cultos dominicais, até os escravos eram alfabetizados. O índice de analfabetismo aproximava-se de zero." ¹
Avançamos para o século XXI. A liberdade religiosa, conquistada pelo sangue de muitos irmãos em Cristo, está definitivamente consolidada (pelo menos em gande parte das nações do Globo) e o acesso à Bíblia é extremamente fácil. Diante de tudo isso fica a questão: Buscamos a verdade e o conhecimento das Escrituras valorizando, de fato, e na proporção correta, a liberdade conquistada?
Atualmente, para tristeza e desespero dos que estão comprometidos com a verdade do Evangelho, muitos não estão preocupados com a Palavra de Deus. Buscam a um deus sem conhecê-lo, apenas pelos benefícios que ele pode oferecer. Não estão preocupados se a prática de culto à Deus, o Senhor, está realmente dentro da vontade d'Ele, ou se o lugar onde buscam à Deus, e seus respectivos líderes espirituais, estão comprometidos com a verdade do Deus único e verdadeiro.
Nós protestantes não podemos aceitar uma prática religiosa onde a verdade não é investigada, não é estudada e portanto não é aprendida. Não podemos compactuar com um movimento de culto à Deus desvinculado do aprendizado de sua Palavra e do entendimento de Sua vontade.
O Apóstolo Paulo já orientava o jovem pregador Timóteo a manejar bem a Palavra de Deus:
"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." 2 Timóteo 2:15
Certamente, a orientação dada por Paulo a Timóteo, que é recomendação para toda a Igreja de Cristo, só pode ser alcançada quando a Igreja se empenha em estudar essa Palavra, se esforça em aprendê-la com esmero, para aproximar-se cada vez mais da verdade e afastar-se do erro e do engano.
Escola Bíblica Dominical, grupos de estudos bíblicos, seminário bíblico-teológico entre outros, são essenciais à vida do crente e à saúde espiritual da Igreja e é produto de cultura e educação promovido em larga escala pelos protestantes.
A Igreja de Cristo é orientada pelas Sagradas Escrituras a aprender a Palavra de Deus e manejá-la bem. O protestantismo, especialmente as igrejas vinculadas aos ideais da Reforma, possui como marca a educação e cultura de forma geral, sobretudo no que diz respeito à Palavra de Deus.
Protestantismo desvinculado de compromisso à Palavra de Deus e com seu estudo, historicamente, não é protestantismo, é perigo!
--
Postou Thiago Penido, que se posiciona contra uma vida epiritual sem o estudo e o conhecimento da Verdade.
¹ Gomes, Laurentino, 1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado, página 50.
--
Postou Thiago Penido, que se posiciona contra uma vida epiritual sem o estudo e o conhecimento da Verdade.
¹ Gomes, Laurentino, 1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado, página 50.

Nenhum comentário:
Postar um comentário